
Foto: Sweet Charade
( Para Elenita)
Sei que vem de mim esse olhar que pousa para foto e que vem dele essa saudade que dilata a pupila...Mas até quando serei uma testemunha de quão inesquecível ele é? Se o que as pessoas apreciam em meus textos já foi sofrido e revirando pelo avesso, se as dores que vivi já curaram tantos outros, por que não a mim que as vivi tão honesta e profundamente?
Até quando permanecerei neste quarto escuro com abril ecoando, imperando, mesmo que as luzes do Natal já tenham sido acesas? Ainda que já tenham feito um filme em que o próprio título “Abril Despedaçado” também sirva para a minha história.
Vou dormir um pouco. O corpo precisa descansar dessas mazelas. E depois escolho continuar remoendo este passado até sair a última metáfora ou experimentar um neologismo... Ao menos sei que posso trocar Goethe por Nietzsche e preferir a sabedoria de Guimarães ao desespero de Clarice ....
*Texto republicado
Um comentário:
Meu deus... estou chorando. Aos soluços.
E é abril de novo. E sinto que alguém lá em cima cuida de mim porque tenho você...
Você é linda. Obrigada por tudo.
Sempre.
Lê
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A poesia acontece quando as palavras se abraçam...