P.S.: Esse poema foi escrito para o blog da Maria Filó.
P.S.2: Vi que muitos de vcs foram no blog da tal farsante e comentaram o que puderam... Gente, não é assustador? Ela nem se deu ao trabalho de mudar uma coisa ou outra, até o post que escrevi sobre o dia do meu aniversário ela fez igual! Só faltava me convidar pra festa dela! rsrsrsrs....Há tempos alguém não me chocava assim...rsrsrsrsr
P.S.3: Amores, muito obrigada pelo apoio contra o plágio na internet. Eu jamais abandonaria vocês por causa de uma farsante. Esse lugar é minha casa, meu abrigo de paz, meu momento de muito aconchego onde a troca é sempre imensa, intensa e linda! Estou numa fase de muito trabalho, Graças(!), e tenho tido pouco tempo pra escrever aqui. Enquanto novos textos vão maturando, convido-os para lerem os arquivos, tem muita coisa por aí.Em breve voltarei com novas paisagens!Obrigada mil vezes. Ah, tenho 4 exemplares do meu livro: marlegria@gmail.com Há braços!
Essa solidão abissal que habita agora no final de cada tarde tua, esse tempo derramado em conta-gotas, as lembranças tão vivazes de um passado intenso, um agora que só quer ser triste e oco. Tua angústia sussurrada pros amigos, o seu corpo a tremer sem agasalhos, a tristeza elegeu neste momento teu olhar pra ser a fonte dos orvalhos.
E parece que jamais serás a mesma e que nada mais terá sentido como antes, mas assim como é líquida essa tristeza, essas águas são dinâmicas e fluidas.Então deixa que as coisas se renovem, e que as perdas tenham mais de um sentido, que os vazios te ofereçam mais espaço, pra que a vida te compense com o impossível.E permita que a alegria se aproxime, e que traga mais calor para os teus dias, quando tudo nos parece um desolo, é possível ainda assim, ser poesia.
Seja forte, siga em frente, respire fundo, e perceba a importância de se ter braços vazios, pra que se possa ter espaço em si para abraçar o mundo.
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Marla de Queiroz
P.S.: A Maria Filó fez uma homenagem linda ao meu blog no dia das mães.Obrigada!
P.S.2: Exemplares do meu livro (R$ 30,00 livro+ postagem) com dedicatória, mandar e-mail para marlegria@gmail.com
P.S.3: Participem de um projeto lindo! DOE PALAVRAS.
P.S.4: OBRIGADA sempre por todos os e-mails e presentes que vocês me enviam diariamente.Ás vezes eu demoro a responder, mais aos poucos eu vou respondendo.
Eu te desaconselho a me procurar: eu sei onde te encontro antes de me perder por aí.Só não quero deixar pegadas enquanto repenso em qual bifurcação desisti de seguir adiante.Não sei se fiz a coisa certa ao me desvencilhar daquela nossa rotina hiperbólica. Porque preciso de muita paixão, enquanto rezo pela calmaria. É que eu preciso de muitas questões, enquanto fujo para obter respostas...
Não queria escrever um texto, mas um sopro.Desses que tiram o fio de cabelo do teu olho, talvez a única coisa que falte pra deixar sua lágrima evidente.Talvez a única lágrima capaz de desatar esse seu nó na garganta, latente. Até que o choro venha espesso e a alma possa se acalmar no cansaço da dor. E com toda essa emoção sendo despejada, você consiga perceber que não precisa racionalizar nada pra se sentir melhor. Isto é clichê. E que você nem precisa se tornar uma pessoa melhor agora, neste exato momento em que tudo é culpa.Você só precisa conseguir acolher o seu ser assustado. Traze-lo pra sua respiração até que ele se tranqüilize.Você não precisa entender essa angústia. Você não precisa disfarçar tua confusão, nem negar o teu “eu inferior” que tem tanta beleza quanto a parte mais sábia de você. Você só precisa limpar da sua voz esse choro contido: pra que possa pedir ajuda ou desculpas com toda a clareza da força do teu coração. Este texto, por exemplo, pretendia ser um sopro.
* * Marla de Queiroz
P.S.: Amores, fui indicada pelo TOP BLOG 2010. Não sei se as votações já começaram, mas o selinho tá ali, no cantinho direito no alto do blog. P.S.2: Voltei de viagem, do paraíso. pronta pra tocar a vida com harmonia e prosperidade. Tá tudo lindo e fluido e doce, Graças! Desejo o mesmo a todos! P.S.3: Tenho exemplares do meu livro: R$30,00 (livro+postagem). Interessados, mandar e-mail para marlegria@gmail.com (sou eu que respondo!) OBRIGADA SEMPRE por mandarem suas histórias íntimas, elas me inspiram textos. Obrigada mesmo pela generosidade e confiança. P.S.4: Aos navegantes de primeira viagem: este blog não é um diário, é um lugar onde recebo amigos, acolho e sou acolhida. TODA LUZ PRA TODOS NÓS!
Quando alguém se apropria de um texto sem dar os créditos ao autor, essa pessoa se apropria de um momento, de uma história que a inspirou, da oscilação dos sentimentos, de trocas íntimas.Ela se apropria de uma transa, de um abraço, de uma vitória, de uma dor, de uma cura e de horas que foram dedicadas à elaboração daquilo. Ela se apropria de uma lembrança, de uma saudade, de uma angústia, de uma solidão, de um talento. Ela se apropria de algo que pode exemplificar exatamente o que ela queria dizer, mas que teria dito de outra forma.Ela não escreve uma história, ela escreve uma farsa.
Por mais que um texto meu pareça fluido ou que eu tenha “facilidade” em escrever, este é um ato solitário e de muita entrega. As palavras são temperamentais e, muitas vezes, arredias. Seduzi-las será sempre um desafio. Compartilhar um texto é um ato de generosidade, porque se compartilha, antes de tudo, uma nudez. E é essa honestidade que tantas vezes desanuvia o coração de alguém que descobriu que não está passando pela mesma situação sozinho. Compartilhar é uma forma de dar calor, de segurar a mão, de fazer um afago, de pedir colo. Por mais simples que seja um texto, ele sempre é fruto de muita leitura, estudo, autoconhecimento, conversa, observação e trabalho. Por isso, o autor merece respeito e consideração. Talvez algumas pessoas não saibam, mas textos são como filhos que a gente solta no mundo, mas todos eles têm uma certidão de nascimento, uma identidade, uma digital.E serão reconhecidos mesmo que desfigurados, porque têm DNA.
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Marla de Queiroz
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P.S.: Esse texto foi escrito porque uma menina, já acusada de plágio por outra blogueira, faz um mosaico dos meus textos e os assina, sem me dar crédito ou dizer que é uma adaptação, só publica comentários aprovados por ela e, os elogios que recebe, por algo que não é dela, agradece: ao menos é educada! rsrsrsrsr. Enfim, eis aqui a inspiração do texto:
http://quasetudoquasenadaa.blogspot.com/ (Ela excluiu o blog)
(Tenham muito cuidado com isso. É desanimador para um escritor ter seu trabalho roubado. Mas uma honra tê-lo divulgado em blogs e e-mails e orkuts com seus devidos créditos. É por isso que não protejo os meus textos: para que possam copiá-los na íntegra.)
P.S.: Aproveito pra dizer que vou viajar por uns dias e espero voltar com tantas novidades e textos leves e líricos. E que peguei mais exemplares do meu livro, mas não estou conseguindo responder com imediatismo a todos os e-mails. Obrigada por tanto!
Eu não tenho como não me manifestar sobre a tragédia no Rio de Janeiro.
Este texto está sendo tecido pela tristeza. A culpa não é da chuva intensa, a culpa não é do vento violento, nem da gigantesca ressaca do mar. A Natureza cumpre o seu movimento, a sua Dança, mas muita gente ainda não sabe que somos uma extensão desta Natureza.
Morando há sete anos no Rio de Janeiro, tive a oportunidade de ver um sofá boiando na praia de Ipanema. Hoje, com a ressaca espetacular do mar, tudo que se vê é um mar engasgado cuspindo lixo, sufocado pelo que ele engole nas praias diariamente. É tanto plástico, tanta guimba de cigarro, tanto pacote de salgado, garrafas pet, sapatos,caixas de isopor. Nada mais natural que essa varredura da chuva, do vento. É como se a Natureza resolvesse fazer uma faxina há muito protelada, adiada.
Pessoas terem perdido suas casas, seus familiares, não é por culpa da chuva. A chuva é um fenômeno natural, assim como é natural que uma base sem solidez construída sem a menor infraestrutura num terreno condenado, despenque. Mas quem não tem condições de morar em um lugar melhor que o lixão, jamais terá noções suficientes de engenharia e arquitetura.
Mapeamentos sobre essas áreas de risco foram feitos há anos e já estão desatualizados. Nada foi feito com este estudo. Nada foi feito para prevenir esta e outras tragédias. E o que escuto é que nunca houve chuva tão intensa, tão violenta, que nenhum plano de emergência poderia detê-la.
Na zona sul, houve um alagamento que parou por uma noite um dia inteiro a cidade toda! Ninguém deveria sair de casa e assim foi feito. Na noite anterior, algumas pessoas demoraram até 15 horas pra fazer um percurso que faziam em 20 minutos.Bueiros transbordavam tanto lixo e esgoto, os bairros mais nobres da zona sul absolutamente submersos.O caos como nunca visto.O caos provocado pelo lixo.
Muitas pessoas que moram em bairros nobres da zona sul e têm toda a informação necessária pra ter um mínimo de consciência ecológica ainda levantam a bunda de suas cadeiras após um dia lindo de praia e deixam lá os seus porcos vestígios de toda espécie. Como se a praia fosse autolimpante ou que os garis pudessem chegar sempre a tempo antes da maré subir e engolir tudo. Como pedir pra essas pessoas (que pra não morar na rua levantam suas casas em lugares de risco sem a menor estrutura de saneamento básico) que tenham consciência ecológica? Elas moram no próprio lixo! Isso deveria ser matéria obrigatória na escola: Educação Ambiental e Ecologia Humana. Não precisaríamos chegar a este ponto. O Rio de Janeiro e vários Estados estão na UTI! E as tragédias, muitas vezes anunciadas, se cumprem sucessivamente. O mundo está à deriva e a sociedade é vítima de si mesma. Não fosse o alagamento de bairros nobres aqui do Rio, talvez não fizessem tanto estardalhaço na mídia.Na zona sul, pessoas perdem, no mínimo, seu tempo dentro de um engarrafamento e, no máximo, seus carros que serão ressarcidos pelos seus seguros, quando engolidos pela enchente.Mas logo podem voltar pra suas casas confortáveis e assistir ao desespero de pobres pela TV enquanto jantam depois de um banho quente. Entre uma notícia e outra, tanto dinheiro desviado, tanto ladrão sendo reeleito, tanto blábláblá nojento. E as pessoas da comunidade, depois de resgatar o corpo de um familiar, ainda encontram forças pra ajudar a encontrar a família do vizinho...guardando sua dor pra sofrer depois, quando tiverem tempo de viver seu desespero em suas doses cavalares.
É claro que os fenômenos naturais estão surpreendendo! É claro que o Planeta está em crise! Há uns meses em Copenhague, tantas autoridades foram discutir o Aquecimento Global e nada foi resolvido! Como se tivéssemos tempo pra pensar nisto com calma.Os fatos são óbvios, não se pode adiar mais. Não adianta investir em modernização enquanto não se trabalhar as questões mais básicas de sobrevivência das pessoas. Crianças nascem e morrem prematuramente em lixões.São criadas nestas condições e provavelmente vão repetir o padrão.Até que uma geração inteira seja soterrada. E os políticos consigam exterminar da planilha de investimentos toda essa parte “chata e complexa e difícil” de remover de suas candidaturas. O que entristece, além de tudo, é que todo o dinheiro que será investido agora para tentar recuperar alguma dignidade pra essas pessoas, poderia ter sido usado antes, num projeto de prevenção, levando essas pessoas para um lugar em que elas pudessem pelo menos sobreviver em paz.Agora, muitas serão removidas como entulhos, porque até a esperança morreu com elas. Mas para eles, a culpa ainda é da chuva.
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Marla de Queiroz
P.S.: Ainda tenho exemplares do meu livro pra vender.
Vasculhando nas memórias algum assunto, encontrei a carta que eu rabisquei na capa de um livro: “pra você”, era o destinatário. Não sei por que não mandei, talvez não quisesse passar a limpo o passado. Em letras garrafais eu te dizia: “acertei o caminho não porque segui as setas, mas porque desrespeitei todas as placas de aviso”. E achei curioso eu usar essa metáfora sem nem ao certo saber o que queria te dizer com isto.E depois de repousadas aquelas palavras eu percebi quanta coisa eu escrevi pra você, querendo dizer pra mim. Porque eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo, perder a paciência e me exaurir em tentativas aparentemente inúteis pra encontrar um quase endereço, uma provável ponte: a entrada do encontro.Você tão ocupado com seus mapas, tão equipado com sua bússola, demorou tanto, fez sinais de fumaça e não veio. Você simplesmente não veio. Mas me ensinou a intuir caminhos certos, a confiar nos passos, a desconfiar dos atalhos. Porque eu estava do outro lado e só. Sem amparo. Mas caminhava. E você estava absolutamente equipado com seu peso. E impedido de andar por seus medos. * * Marla de Queiroz
P.S.: Poesia vende, sim! Eu compro!
P.S.2: Tenho 5 exemplares do meu livro " Flores de Dentro" pra vender com dedicatória. O valor do livro com a postagem no total é R$30,00. Interessados, favor mandar e-mail pra mim! marlegria@gmail.com
P.S.3: Agora sou a mais nova colaboradora do blog da Maria Filó. Toda segunda-feira vocês poderão conferir o "docinho do dia" aqui! Já têm posts inéditos meus lá, confiram!
P.S.4: Desculpem o sumiço...ando viajando demais, em todos os sentidos! rsrsrsrs...
É muito comum casais caírem na rotina após a sensação plena de segurança, de conquista definitiva. O que muita gente esquece é que amor também precisa de alimento.E alimentar uma história, assim como estudar, trabalhar e evoluir profissionalmente, requer exercício diário e investimentos que não podem se afogar na tão proclamada “falta de tempo”. Falta de tempo, no fundo, é falta de organização, e quando o tempo é escasso as pessoas resolvem o que elas acham que é mais importante, então por que depois de buscar tanto um amor e encontrá-lo, ele deixa de ser prioridade?
Existem várias maneiras de demonstrar afeto em meio a um dia turbulento.Você leva menos de um minuto pra digitar um sms e não vai perder tanto tempo respondendo a um e-mail afetuoso no final do seu expediente. Presentes fora de datas comemorativas, uma besteirinha qualquer, um bilhete na cabeceira da cama...coisas que todos gostam de receber mas se esquecem de dar. E pra quem gosta de dar e acha importante receber, é muito injusta a acusação da falta de compreensão por parte do outro! Responsabilidades demais, todos temos, a forma como cada um administra sua vida é que faz a diferença na qualidade do seu namoro.Não é preciso esperar a relação entrar em crise pra querer reagir e se manifestar. Assim como numa empresa, o ideal seria prever e se prevenir. Muita coisa se desarmoniza desnecessariamente, até porque uma pessoa bem-sucedida profissionalmente, se ainda tiver um amor como abrigo no final de cada dia cansativo, vai enfrentar seus desafios no dia seguinte com muito mais vigor e alegria.Se o amor tantas vezes é casa e aconchego, porque deixar que seu lar se desarrume a ponto de você e o outro não sentirem mais prazer em morar lá?
Então o sol penetrou toda a casa. Se eu quiser dormir até mais tarde, terei que fechar as janelas, as portas, as cortinas, eu que passei a noite inteira acordada. Faz muito calor lá fora, faz muito frio aqui dentro e minhas palavras estão inquietas enquanto olho pro teto, sem caneta, sem papel, sem disposição. Existe uma solidão irremediável no pulso de um poeta. E essa casa não é minha. Não sei se sofro, mas minha cara é de choro contido. O que fizeram comigo enquanto eu dormia, se eu pensava que havia alguma paz no sono? Estou confusa e queria dizer coisas inconvenientes, mas não posso. Que cansaço vem do não dizer o que se quer.Talvez eu deva esperar e ser positiva. E contar pra vocês depois mais uma de minhas vitórias. Mas estou tão cansada de escutar que poesia não vende com o meu original tão bonito debaixo do braço. E eu só preciso dizer agora: POESIA VENDE SIM! EU COMPRO! E que diga o mesmo quem concorda comigo. * * Marla de Queiroz
P.S.: Blogueiros/ Leitores!Vamos mudar esse mantra negativo de que "poesia não vende!" Escrevam no final de cada post: " Poesia vende, sim! eu compro!" Conto com vocês!
Ah, meu amor, as coisas são muito delicadas. A gente pisa nelas com uma pata humana demais, com sentimentos demais. Só a delicadeza da inocência ou só a delicadeza dos iniciados é que sente o seu gosto quase nulo. Eu antes precisava de tempero para tudo, e era assim que eu pulava por cima da coisa e sentia o gosto do tempero. (Clarice Lispector)
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Eu fico tentando imaginar essa menina de olhos imensos falando de amor tristemente... Procuro na pontuação do texto aflito a faisquinha dos olhos... Ainda vejo... Vagalume em céu nublado também pisca.
"Talvez seja hora de voltar pra casa", penso. Talvez seja hora de reler um poema, de tomar um banho de cachoeira, de mudar a rotina... Ou simplesmente a hora de massagear o peito antes de dormir_ se a noite pedir que você durma só_ abraçada ao travesseiro ou na insegurança.
Voltar pra casa... Um lugar dentro de você, seu Espaço Sagrado, seu altar, sua fonte, onde existe toda energia interior capaz de recarregar sua bateria emocional. Sabe aquele lugar onde você um dia repousou mesmo estando muito carente?! Aquele que quando tudo parecia apertado demais você ainda encontrou um jeitinho de se movimentar até encontrar um pouco mais de conforto?! Aquele abrigo de paz que fica encoberto quando, numa relação, projetamos tudo de bom que temos no outro e a gente se esquece que o nosso "norte" fica adiante, que podemos caminhar juntos, podemos caminhar sós estando juntos e crescermos na mesma ou em direções diferentes... Que isso tudo não precisa doer tanto se pudermos voltar pra casa de dentro... Para aquele intervalo de tempo em que se pode silenciar a ponto de escutar o sussurro sábio que fica sempre abafado pelo grito desesperado da... ausência de quê, mesmo?! Parece que chega um momento em que tudo o que nos faltava incomoda porque agora já sobra. E foi Mário de Sá Carneiro que disse: " Morri à míngua de excessos.".
Não tenha medo de voltar pra casa. Volte pro Lugar Sagrado onde poderá resgatar sua força! A delicadeza não é fragilidade! O amor não é complicado! O vazio é um espaço pra crescer e "entusiasmo", em grego, significa "ter um deus dentro"! A sua felicidade é SUA responsabilidade, seu compromisso com a vida ... E , sabe a Beleza?! Ela é todo esse processo... O processo de redescobrir coisas que a gente acha que já sabia porque já se falou com tanta maestria sobre elas... Exerça a Beleza de "não saber" para poder redescobrir.... Tenha mais cuidado com você, não espere isso do outro. Você sabe das suas carências, das suas fases, das suas lacunas. O outro sabe das dele. Às vezes há o encontro perfeito, o encaixe. Em outras, há a mudança brusca pedindo outras conquistas, outras evoluções. Permita-se ser a nova pessoa que acorda todos os dias com mais sede de tudo... Permita-se conhecer a nova pessoa que se relaciona com você diariamente: com outra disposição pra vida, pro amor, pra relação. O problema não está em você:sua luz é própria, é imensa. O problema não é o amor: ele é o nosso grande e constante aprendizado. O problema só está no medo. A ferida só nos pede que cuidemos dela para que seja curada. E pra isso, é preciso olhar minuciosamente e com muito carinho pro lugar que está doendo.
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Estou adiando. Sei que tudo o que estou falando é só pra adiar_ adiar o momento em que terei que começar a dizer, sabendo que nada mais me resta a dizer. Estou adiando o meu silêncio. A vida toda adiei o silêncio? mas agora, por desprezo pela palavra, talvez eu possa começar a falar.
(Clarice Lispector)
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Marla de Queiroz
P.S.: Fiquei sabendo que a Elenita indicou meu blog no BBB10, achei tão simpático! Ela é minha amiga
de Brasília e o texto acima eu escrevi pra ela em 2004.
Charles Mingus a nos sugerir caminhos: abraçados, acariciamos o corpo da noite até acender a fagulha mais intensa do desejo.O peito se ampliado em carícias.E nossa paixão louca, invencilíssima, inundando a cidade de janeiros. Miles Davis desenhando tantas ondas, e na escuridão do quarto espraiando sobre nós praias e luzes, algas e conchas. Em cada acorde borbulham nervuras e vísceras. Frank Zappa a desconstruir o que era óbvio, John Coltrane a soprar segredos. Tua boca crava em meu pescoço a mordida que há implícita em cada beijo. Azymuth embalando butterflys, nenhuma gota se perde da minha vontade de sentir teu gosto.Tantos sons se misturam. E não há gozo maior, meu amor, que fechar meus olhos embevecida pela música e, ainda assim, ver teu rosto. Tudo é dosadamente desmedido. Suspensa no tempo, suspiro teus dedos, teus dentes, delícias de um verso sentido. E eu me calo intensamente pra apreender a tua língua. E acordo renovada e curiosa para descobrir o que (nus) não exploramos...ainda. * * Marla de Queiroz
Agradeço ao Universo porque tenho todas as minhas faculdades perfeitas e toda a capacidade de superação que um ser humano precisa ter para lidar com as perdas ou para não se envaidecer com o sucesso. Agradeço por ter orientação interior sempre que preciso escolher um novo caminho e por ter acolhimento e ajuda necessária para atingir meus objetivos (desde que sejam justos).Agradeço por atrair relacionamentos saudáveis e pessoas amorosas, por estar sempre com essa inquietação de melhoramento interno. E por poder compartilhar toda a luz que recebo da Boa Sorte que me torno merecedora diariamente.Agradeço pela consciência que me foi dada de que não devemos interferir no destino do outro, mas moldar o nosso próprio. E por encontrar na espiritualidade a coragem necessária para não desanimar diante das maiores dificuldades. Agradeço todos os meus dons e ainda os potencias não desenvolvidos: isso me dá a certeza de que sempre poderei ser uma pessoa melhor, mais generosa e positiva. Agradeço porque aprendi com meu Mestre Espiritual que não importa o tempo que dura um amor, mas o amor que investi durante aquele tempo. Que sempre que escolho uma roupa pela manhã, posso escolher também um sentimento.E isso me dá toda a responsabilidade pela minha alegria. Agradeço por ignorar tanta coisa e isso me fazer curiosa e ávida por aprendizado. Agradeço por poder compartilhar o que sei sem arrogância. Agradeço por saber perdoar e por poder ser perdoada. Agradeço a repercussão que têm minhas palavras e assumo o compromisso de sempre respeitar quem as ouve e só plantar sementes do Bem. Agradeço por receber tanto amor de todos os lados e por amar pessoas que nunca vi o rosto, mas que compartilham o mesmo Universo e uma mesma Era comigo, contribuindo de uma maneira militante ou discreta para que o mundo seja cada vez mais justo.
Agradeço por todas as vitórias recebidas e peço que todo o Universo possa se beneficiar com a minha Boa Sorte.
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Marla de Queiroz
P.S.:
Gostaria que o meu primeiro post do ano fosse uma carta de agradecimento ao Universo, como as que escrevo sempre que preciso solucionar um problema ou ajudar um amigo. Ela serve como uma sugestão para vocês: coloquem suas questões numa cartinha e leiam todos os dias como se as graças que vocês precisam já tivessem sido recebidas. O resultado é maravilhoso... Importante: os pedidos precisam ser justos para serem atendidos. Não interfiram no destino de ninguém, não peçam o amor de uma determinada pessoa, mas os caminhos abertos para ser amado sinceramente por alguém que os faça feliz e possa ser muito feliz com vocês...Não peçam determinado emprego, mas o melhor emprego conforme o merecimento de cada um... Enfim, Boa Sorte sempre! Obrigada por todo afago!
P.S.2: Estou organizando meu segundo livro e gostaria que me mandassem indicações dos textos que postei aqui e que vocês mais gostam. Adoraria que fizessem parte desse meu novo trabalho.
P.S.3: Que 2010 tenha tanta alegria e realizações grandiosas para cada um de vocês. Que possamos continuar de mãos dadas por aqui, espalhando sementinhas do Bem.
Foto: desconheço o autor, roubei do twitter da Lua.
Hoje eu acordei muito emocionada. Não sabia exatamente o por que, mas eu queria chorar e agradecer tanta coisa. E fiquei olhando pra dentro, relembrando as coisas que desejei no passado e vi que minha emoção vinha de tantos sonhos realizados. Porque eu tenho os melhores amigos do mundo, a família que eu merecia ter, o namoramado mais perfeito e toda a disposição e capacidade pra tornar pleno o que ainda é lacuna em minha vida. E, finalmente, eu tenho um compromisso tão real com a felicidade, e que tudo o mais que me conduza a esta realização é uma conseqüência dessa minha escolha. Eu sei que a vida não é fácil: se a gente quer um amor e o encontra, a gente depois tem que negociar com a convivência. Se a gente tem muitos amigos, as idiossincrasias. Se o emprego dá grana, às vezes o chefe nos desanima....enfim, nem todo poeta vive de poesia., embora muita gente se alimente dela. Eu hoje acordei tão emocionada porque sei que cada vírgula da nossa rotina tem sentido. E que ter uma rotina é tão saudável. E que ter amigos nos impulsiona, e que viver um grande amor nos embeleza. E que fazer " a nossa parte" melhora o mundo. E que ter bons pensamentos enriquece o Universo. Eu hoje acordei tão emocionada porque tive a plena consciência de que eu posso escolher outra coisa sempre, e que no aprendizado não existe escolha errada. Eu hoje acordei com a alma em festa, porque sou feliz como alguém que fez "as escolhas certas".
P.S.1: Lua Leça, meu amor...Feliz aniversário, de mãos dadas sempre! Só vejo luz nos teus caminhos.Eu te amo!
P.S.2: Meus leitores preciosos, minha poesia é nutrida por cada e-mail, por cada scrap, por cada pensamento bom de quem vem aqui. Obrigada pela confiança, pelo afeto derramado.
P.S.3: Igor, meu namAMORamado, você é meu futuro embrulhado "no presente!" Te conjugo em todos os melhores verbos. Te amo demais. Obrigada por ser!
P.S.4: Joaquim, meu Drummonzinho, obrigada por me surpreender tanto e melhorar a cada dia, vamos correr por todos os parques desta cidade e rir de todos os obstáculos que se impuseram nesta trajetória. Sandrinha, você é a melhor pessoa que já conheci na vida! Que Deus continue te abençoando e te dando a força necessária pra essa vitória cotidiana. Te admiro e amo com toda luz.
Porque eu tenho pesadelos que parecem tão reais até quando você me abraça. E eu acordo triste, e brigo de verdade e passo o dia grave e dolorida como quando a gente leva um tombo no piso liso...que é só o passado. É como se eu sentisse um ciúme horroroso do meu livro predileto comprado em sebo, a dedicatória apaixonada que não é a minha, os resquícios do manuseio de outras mãos. Alguém corrompeu o trecho que eu mais gostava quando grifou à caneta algo que não pude apagar com borracha e que era tão secretamente meu. Desenhou corações onde só havia minha dor e eu discordei da interpretação alheia. E achei aquilo tudo de uma crueldade atroz. Mas permaneci com o livro no colo, cheia de um afeto confuso por ele: afeto pelo que era, angústia por já ter sido de outro alguém, e aquela sensação (imbecil) de falta de exclusividade. Eu que sempre achei que tudo é e está para o mundo.Perdoa o meu senso de autoimportância, já que não consigo perdoar o meu egoísmo.Eu sei que em alguns presentes, no embrulho, laços do passado são aproveitados. Eu só queria que eles não fossem tão vermelhos: desses que doem nos olhos e no coração. * * Marla de Queiroz
P.S.: Amores, adoraria escrever com mais frequência, mas ando preocupada com coisas tão práticas que perdi o endereço da poesia. Me perdoem a falta de assunto, mas continuem mandando e-mails como C.B., há sempre um texto que matura em mim depois de lê-los. Obrigada por tudo, inclusive pela saudade que alguns sentem das minhas atualizações. Espero voltar em breve. Boa sorte sempre!
A previsão é que chova forte em quase todo o país. E que um furacão passe em algum outro continente. A previsão é que o dia seja mais um daqueles em que você trabalhe tanto, tanto que precise de um ansiolítico. E que eu estude tantas coisas novas que talvez me desespere.A previsão é que você arranje um minuto do seu tempo escasso pra me telefonar bem no pico máximo da sua/minha saudade.E que o telefone esteja ocupado porque também estou telefonando pra você.A previsão é que no meio da tarde estejamos muito cansados.E que pensaremos em dormir cedo para acordar mais dispostos no dia seguinte. A previsão é que nos sintamos tão engolidos por essa correria do mundo, que pensaremos em largar tudo pra simplesmente sumir por aí, viajando pra qualquer lugar aonde não cheguem furacões. A previsão é que o dia caia repentinamente sobre o mar e que a noite chegue na hora mais perfumada do meu corpo : naquele momento em que tudo em mim é a certeza de um sorriso seu colado ao meu rosto e que tudo em você é a certeza do meu mais definitivo e sonoro SIM! A previsão é que tenhamos no amor essa certeza: de um abrigo de paz, desse aconchego sem fim.
Eu fico escutando o tempo todo a nova música que descobri e assisti “Bonequinha de Luxo” pela primeira vez recentemente...queria ter visto antes, teria tido amparo quando meu coração era só e estava tão consternado de saudade e incerteza. Eu fico olhando pros meus dias, pra minha vida, tantas mudanças bruscas em mim. Como eu era radical e sem rodeios_ hoje respiro tantas vezes antes de dizer alguma coisa e analiso tanto sempre. (Que se não serve pra salvar minhas relações, serve pra me fazer melhor).Eu fico pensando na minha aparência no passado, no meu olhar sem foco, na minha falta ou excesso de vaidade, na minha mania de solidão e camisolas ao meio-dia. E de andar de biquíni pela casa até às 22h horas_ quando eu tirava pra tomar banho e dormir na alta madrugada, e deixar tantostextos prontos com antecedência pra postar no blog, tudo tão previsível: a solidão, a falta, o erro, a desesperança, a vontade de alguém que não estava, o erro, a esperança do acerto, a saudade, a vontade de sumir, a volta da esperança, a raiva, a saudade de alguém que já chegava, o medo do erro, a insegurança no acerto, o desejo...e de repente um dia bonito: chuvoso, ensolarado, bonito! E de repente um dia difícil: chuvoso, ensolarado, difícil!
Eu fico tentando lembrar o que eu pensava de tudo, se realmente acreditava no amor, no ódio, se consegui acreditar que alguma coisa no mundo existia sem dor.Eu fico pensando se tinha pena de mim, ou se me achava uma sobrevivente a tudo, a todos, dramática, pesando, tentando levezas.Eu fico tentando lembrar se eu era feliz, por que ria tanto e falava coisas tão doces na maioria das vezes_ se queria aceitação e amor por vias manipuladoras...Ou se era simplesmente alguém que se entregava nas conversas e achava sinceramente boa aquela troca. Eu fico pensando nestas coisas enquanto você vai pra terapia se organizar. E eu só tenho a poesia pra não me entristecer, pra aceitar a felicidade sem me boicotar, ou pra enlouquecer melhor, com mais glamour. Eu fico pensando, sempre que posso parar, o que fiz de mim, o que estou fazendo agora e se eu exerço “nós dois” com toda a consideração que merece a nossa história. Se as irritações são válidas, se as concessões são sábias, se as intervenções são sóbrias, se a maneira de conduzir é a forma de tornar tudo mais sólido. E, enquanto reflito, entro em contato com coisas que antes não eram tão óbvias: ciúmes, isolamento do resto do mundo, um cuidado profundo com tudo, um medo do conflito, a restrição do caos, e uma felicidade besta, repentina, no meio da tarde, da madrugada, no meio de tudo. E eu fico pensando como as coisas funcionam, em que teia elas são tecidas, como são as ligações, quando é que o sentido delas se torna mais evidente.
Eu fico pensando se não somos tão carentes ao ponto de não viver melhor sem alguém. E há tanto medo de não ser escolhido, e de ser escolhido e ser trocado, ou ainda de não ser escolhido totalmente, ou de escolher e viver achando que essa escolha é uma prisão. Mas eu lembro de nós dois, enquanto penso nisso tudo, do nosso pacto pelo total aproveitamento diário, essa liberdade quase imposta de saber-se poder ir embora quando não for mais tão essencial. Eu lembro que se estamos juntos é porque, todos os dias, ao acordar e nos olharmos tão frágeis, tão fortes, tão vulneráveis, tão entregues, nós fazemos novamente a escolha de ontem, e cumprimos o resto do dia alimentando esse “estarmos juntos” com intensidade e delicadeza. Eu fico pensando nos nossos ajustes e na vontade que temos de sabedoria em meio a toda essa embriaguez da paixão. E acho que se esse ainda não é o caminho certo, pelo menos, é o mais bonito por enquanto.E o que me deixa mais inteira, a cada passo. E fico pensando enquanto avanço: eu amo construir a mesma estrada com você...
Porque se não escrevo, há poesia no corpo, todos os meus gestos nesse movimento pra ele, o meu outro. Porque enquanto não escrevo, eu experimento cada centímetro daquela pele, cada variação da temperatura daquele abraço, e o cheiro dele impregnando meu dia, a saudade me deixando em estado de espera pra daqui a pouco, quando nunca é tarde. E os dois chopes ao amadurecer da noite. E a certeza de acordar ao lado, e um projeto de vida sendo concretizado. E a boca sempre macia, nosso banho demorado, as conversas que atrasam o despertador nas manhãs sofríveis que desabraçam dois namorados. Porque quando não escrevo, ele é minha paisagem. E é tão real e tão palpável que meus dedos só passeiam por caminhos contornáveis. E as palavras fogem de mim, as palavras trazem pra mim um corpo, um sopro, um torpor, e o calor que há em tudo que nos dizemos apaixonadamente encostados na imensa pedra que ele acaricia enquanto agradecemos ao Universo por ser tão de noite e sempre parecer que ainda é dia. Porque se não escrevo não é porque me falta um drama, é porque me falta tempo pra viver tanta poesia. * *
Intimidade não se consegue numa noite de sexo. Por maior que seja a troca, o prazer, a peripécia, o orgasmo. Intimidade é construída diariamente, na resolução de um conflito, na confissão de um trauma, na celebração das alegrias, na torcida por uma vitória, na confiança de partilhar os sonhos mais íntimos. E isso demanda tempo, investimento voluntário, e o desejo de comprometimento. Numa noite de sexo por sexo o que se consegue é uma espécie de alívio fisiológico, uma injeção efêmera de endorfinas e serotoninas, ou nem isso. Sexo por sexo poderá ser tão saudável quanto sexo com amor, mas não promove intimidade. A carícia de quem ama alimenta os seus campos sutis, sua alma; a carícia de quem vivencia apenas o desejo alimenta o corpo.(Uma luz ilumina a superfície, a outra penetra).
Penetrar um corpo numa relação sexual não necessariamente significa comunhão com ele. E o prazer, na ausência da comunhão, é muito mais solitário e individual, mesmo que simultâneo.
Penetrar um corpo com amor, é ter vontade de perder-se e a confiança de que se estará seguro nesta entrega de todos os sentidos. Poderá haver tanta poesia numa relação quanto em outra, mas intimidade não. Poderá haver tanta diversão e desejo em uma como em outra, mas intimidade só se consegue com o antes e o depois em consonância com o durante. Sexo sem amor pode ser tão gostoso quanto com. Mas poder dizer um EUTEAMO sonoro com toda a força do teu coração naquele momento em que alguém se funde a você, é um orgasmo-bônus que só a intimidade proporciona.
( De qualquer forma, o melhor dos sexos continua sendo o seguro. Porque intimidade também não dispensa preservativos. A menos que...)
Tão familiar é a fisionomia da saudade. E a lembrança da labareda alta do desejo, indo além: ao desalcance dos olhos.O toque constante, desavisado, parecendo uma distração. O olhar intenso, querendo ver o campo sutil das palavras.E toda nossa existência ampliada pelo sol do amor. Tão familiar a fisionomia da saudade, que ainda posso ver os pêlos saindo dos poros, tão junto meu rosto do teu. Das arranhaduras da carícia bem feita que uma barba mal feita faz. E um jeito de trazer minha cabeça pro lugar mais escurinho entre o travesseiro e o teu pescoço. Teu cheiro todo lá, naquele abrigo antes do sono. E no derradeiro das frases, o corpo insinuando mais que uma leitura, mais que uma dança, mais que comunhão. Das palavras que ainda inventaremos por achar tão divertido namoramar em dialeto inexistente. Tão familiar a fisionomia da saudade que meus dedos vão redigindo tua voz em meu ouvido, os sussuruídos de Guimarães nas tardes de estudo numa estação de cinema, as ignorãnças de um Manoel de Barros num feriado de tanto mar e nossos delírios poéticos nos bares de cada rua desta cidade em que somos os amantes mais excêntricos_ uma combinação perfeita de desejo, lirismo e essa nossa ternura escandalosa. * * Marla de Queiroz
P.S.: Esse desenho lindo e outras coisas incríveis você encontrará no MUKIFUCHIC.
P.S.2: Amores, dia 11/set, sexta-feira é dia da campanha DOE UM LIVRO. Já fizemos isto aqui uma vez e foi lindo! Funciona assim: escolha um livro que tenha lido e gostado, escreva uma dedicatória para um desconhecido (para que ele saiba que não foi perdido, que foi dado de presente) e abandone pela cidade, em algum lugar protegido em caso de chuva: ônibus, bar, cinema, enfim....Já separei o meu. OBRIGADA SEMPRE!
Não basta amor demais nas manhãs da própria existência.Existe uma urgência de praticidade que embota por segundos o romantismo.Como um sol que não propicia mais clareza, apenas uma claridade cega.Da angústia que assalta sem qualquer motivo, como um cólica, a sensação de parir um novo ser que é a si mesmo e a dor da despedida do antigo. Acostumados que estávamos com o conhecido.
Eu te amo , meu amor, e amo mais a mim por isto. Não há perecividade no que digo.Mas há o que escavar na alma que não participa deste par. É processo individual e solitário o de realizar-se antes. Não sei se tão comprido este horizonte pros teus olhos. Descreva-me então qual teu sonho mais bonito.Não há um canto triste nem aquele olhar melancólico.Em minhas palavras o sussurro lascivo se aconchega ao teu ouvido.Embora a leveza seja um trabalho árduo.Eu que nasci tragicamente profunda, agora tendo que aprender a brincar.E a ser adulta. E por te amar é que preciso, às vezes, acolher minha solidão...e silenciar. Mesmo quando sol-lhe-dão.
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Marla de Queiroz
P.S.: Amores, tenho poucos exemplares do meu livro.Aos interessados em adquiri-lo com dedicatória,
Tudo em mim tem sido esta vontade de afagar.Há tempos não me ocupo com outra coisa: em tudo que toco ou manuseio há o propósito de cura através do calor das minhas mãos. Tudo em mim tem sido a necessidade de vivenciar profundamente. Se as palavras têm estado ausentes, aceito este recolhimento delas. E espero que voltem com um coração pulsando muito vivo dentro de cada uma. Por isso a vontade de experienciar cada sensação plenamente antes de tentar decifrar organizando em textos o que tenho sentido. Dentro dessa minha desaceleração, tenho descoberto muita coisa como, por exemplo, quão necessário é saber receber amor.Deixar que tudo seja troca antes de ser um troféu. Deixar que o caos se mantenha intacto antes que haja ajustes. Ando muito comprometida com as essências.E com um respeito súbito, a partir daí, pelas aparências.Não vejo menores importâncias, vejo acontecimentos.E tenho olhado pras coisas sem aquela grande gravidade. Tudo em mim tem sido esta disposição para o amor.E ,se vocês pudessem me ver agora, veriam, existe caricia até no meu olhar.
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Marla de Queiroz.
P.S.: Livros com dedicatórias pelo e-mail: marlegria@gmail.com
P.S.2: Por motivo de uma força maior maravilhosa ando sumida daqui.Morro de saudades de vcs, volto logo!
Porque hoje é dia do amigo, gostaria de republicar este texto sobre a amizade que estava perdido nos meus arquivos.
Eu nunca fiz amigos tentando ser interessante. Todos os amigos mais íntimos que fiz foi porque me interessei verdadeiramente por eles. Me interessei pelo que doía, pelo que o fazia gargalhar, pela forma como banalizava histórias tristes, pelo jeito com que dramatizava fatos aparentemente banais...Todo mundo quando descobre certa receptividade no outro abre seu coração com tamanha generosidade, que fica difícil não fazer o mesmo. Porque a escolha é sempre nossa. A gente se abre, o outro percebe e se abre simultaneamente_ sempre nessa expectativa do encontro. E quando flui, tudo nos parece mágico.Mas depois vem o que fazemos com tanta informação, com aquela confissão, com aquele momento de entrega. É isso que vai solidificar o que quer que tenha começado. E quando isso não é um dom, é um exercício.Sempre tenho a impressão de que meus amigos têm talento para sê-los. Que são pessoas que nasceram pra essa troca incrível, com esse jeito maravilhoso de encher de sagrado qualquer encontro. Sempre lembro que se fulano (que para mim vive em outro patamar espiritual, emocional, intelectual, etc) me es-colheu, é meu termômetro pra pensar: “vá em frente, você está vibrando na energia certa”!...Isso me faz acreditar mais em mim e a ter vontade de me melhorar diariamente porque sei que o quer que eu faça ou fale, nunca será o suficiente para parar de investir numa relação: o ser humano é dinâmico, está em constante processo de mutação e carecendo de novas trocas.Com minhas amizades aprendo, inclusive, a me relacionar afetivamente com pessoas mais saudáveis quando reflito: “beltrano, (por quem estou fortemente atraída), seria alguém que eu indicaria para minha melhor amiga ou uma filha?”Quando a resposta é NÃO! O que me fez pensar que seria o melhor para mim???É o tipo de amor que não me deixa estagnar na consciência, mas me leva à ação.Tudo que eu sou eu devo ao que fui, à minha criação, ao que me doeu longamente, às alegrias que tive, às pessoas que conviveram comigo,aos valores que me passaram e ao que transcendi. Tenho tanta consciência da importância do outro na minha vida que digo que sou viciada em gente: com seus problemas, suas virtudes, sua simplicidade, ou complexidade, com sua disposição pro amor ou a sua dificuldade de. Porque eu sempre vou encontrar casa numa característica, qualidade ou defeito do outro, nem que seja pra rejeitar naquele momento e me sentir superior ou inferior. Tudo é instrumento para que eu me trabalhe quando me deixo vir à tona através das projeções que faço.Não sou uma pessoa fácil, embora quem me veja, ache que sim. Às vezes me alimento das belezas que as pessoas me dão ou me desprezo quando me rejeitam.Sou exagerada em tudo:oscilo demais, fico melancólica demais, alegre demais, agressiva demais, doce demais, carente ao extremo, independente além da conta. Mas sempre tento estar atenta a minha responsabilidade, a ter o cuidado de dizer ao outro que o processo é meu, o problema é meu ...que ele me trouxe à tona e que às vezes no primeiro impacto isso pode ser assustador. Porque a honestidade sempre salvou as minhas relações e me permitiu ser amada sendo quem eu estava, porque somos o que estamos.Depois descobri que a gente se desilude com amigos sim, mas que ninguém tem tanta força pra me ferir. Só terá se eu der a ele esse poder. E que quando abraço uma pessoa inteira( porque eu, sinceramente, não consigo abraçar sem entrega), sei que estou trazendo pra minha vida uma pessoa com tudo o que ela tem dentro: seu passado e tudo o mais que a formou além da essência. E acredito tanto na minha intuição e na minha sensibilidade que confio que sempre haverá a troca_ de um jeito torto, truncado ou fluido_ eu só dependo da minha criatividade: com ela eu escolho se usarei meus vazios e minhas decepções pra me lamentar ou como espaços que eu tenho pra crescer ou, ainda, se saberei aceitar amor e confiar simplesmente.É por isso que críticas podem até me baquear, mas não me desnorteiam e que elogios me nutrem, mas não me envaidecem (mais)...Porque nunca fiz amigos tentando ser interessante...
REDESCOBERTA Há horas em que temos de parar tudo, por mais urgente que seja, ou pareça ser. Não há alternativa. É necessário olhar por uma lente invertida que remete à alma, gerando impressões sobre o que está acontecendo. E tudo pode ser um sinal, um pedaço de vida perdido num espaço aparentemente inóspito e repentinamente resgatado.Redescobrir (de novo) esse amor é perceber o quanto ele é valioso e enriquecedor, é lembrar de um detalhe da boca dela, da tonalidade única da voz, de todas as sacanagens faladas no chuveiro mas ter certeza de que tudo isso é apenas o registro genérico de algo muito maior que ocupa um espaço imenso do coração bobo.E aí, mais um sinal: o verde não pode invadir o roxo, tudo composto numa obra viva de arte em que, com liberdade, se pode “olhar pro mundo e para si próprio com uma visão ilimitada”.O Universo, TODO ele naquele instante, é muita compreensão e paciência, combinados com a “insistência de um mergulho na correnteza”, por mais perigosa que seja.Agradeço a vc, Universo, por me permitir sentir e trocar, viver e aprender, ser feliz para sempre num fim de semana e nele experimentar todos os extremos de um amor LIVRE que se pronuncia eterno. E que será sempre a síntese da pintura em que as cores não se misturam, mas que, uma sem a outra, anulam a poesia.
Ass: SEU POETA PARTICULAR
Eu nunca precisei estar apaixonada para estar feliz. Sempre tive os amores alheios para pontuar os meus textos, minhas histórias meio tortas pra humanizar minha solidão e aprendi que palavras também enfeitam silêncios.E estava mais que conformada com a vida sendo assim: dias úteis, feriados, sol e frio, chuva e vento, um breve amor trazido pela brisa.E uma dose de esperança para iluminar o meu rosto. Mas quando o meu corpo encontrou esse amparo que é o seu, pensei: em algum sonho eu já estive aqui. Eu sabia que era possível um amor assim, talvez porque tivesse lido em algum livro.Eu sabia que era bonita uma história plena, talvez eu tenha visto no cinema. Mas esse amor perfeito, sendo real e possível, talvez eu nunca tenha concebido. Agora eu entendo as coisas que foram ficando pelo caminho, as frases que se atiraram dos meus versos, as dedicatórias só com as iniciais de algum nome perdido, os conflitos que encarei mesmo quando havia apenas um cansaço. Agora entendo por que eu celebrava o que eu tinha e o que perdia. O quanto eu me preocupei em me lapidar e viver em harmonia, o quanto eu precisei escutar pra entender quando era a hora errada ou pra poder saber dizer a coisa certa. É porque eu precisava estar pronta na sua chegada.
Falar do nosso amor é tão difícil porque não encontro um tamanho assim nas frases.Ele é essa poesia fluida, inacabada, uma estrofe acrescentada a cada dia. A metáfora perfeita que se dá em cada beijo.Eu me emociono, meu amor, por essa perpétua manhã que você abre em mim. Eu me comovo por receber diariamente essa primavera emocional no meu peito.Essa alegria que você sabe expandir quando eu pensava que nem era mais possível. Não há como falar sobre você sem entrar num total estado de gratidão.
E é com a obstinação de quem quer dizer sobre esse amor que nem se explica, que tateio essa explosão de afeto procurando ao menos a textura pro meu texto.
Meu amor, meu muso, meu menino bom, meu galã, meu poeta particular...Quantas cartas de amor eu pressenti, escrevi e assinei em tom profético; Te amo, estranho...Só agora eu descubro o teu nome: Te amo, Igor. Com apenas este erro: o sintático.
(Hoje é seu aniversário e eu fiquei pensando qual melhor coisa eu poderia te desejar: desejo que tenhas alguém igual a você em sua vida...)
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Marla de Queiroz ( MARLAmando o perIGOR)
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P.S.1: O texto anterior ao meu é apenas (!) um dos maravilhosos e-mails que recebo
diariamente deste homem incrível que me deixa muda!
P.S2.: Amores, peguei mais 10 exemplares do meu livro na Editora.
Interessados em adquirí-lo com dedicatória, e-mail para: marlegria@gmail.com
P.S.: Amores, dêem uma lida no blog Cartas ao Joaquim, por favor, preciso da ajuda de vcs!
No caminho onde o amor impera, existe uma felicidade guardada que ora se derrama, ora se dosa a conta-gotas quase que para provocar um receio. É que não estamos nunca de todo conquistados e até os laços mais eternos também têm suas fragilidades.E, ao mesmo tempo em que numa relação saudável podemos ser tão transparentes, há um pequeno mistério a ser constantemente desvendado.Como se em determinados momentos, tivéssemos que segurar o suspiro, ou guardar a frase de efeito para hora mais adequada. Como quando mesmo com muita vontade de dormir junto, tivéssemos que escolher a saudade pra valorizar aquele abraço.Amor assusta e dói, mesmo quando é só prazer.Toda possibilidade de passo contém em si a do tropeço.E é assim que a vida trama o inusitado para que a alegria não se esvazie na previsibilidade dos tempos. Não existe fórmula para que o amor dê certo, posto que tudo é tão dinâmico sempre.Mas existem duas virtudes que suavizam quaisquer conflitos: a compreensão e a paciência. Compreender é um exercício de alteridade: você, ao invés de julgar, se coloca no lugar do outro numa passividade profunda até que haja sentido nas atitudes, pensamentos e argumentos dele.E a paciência que se precisa ter pra esperar os processos, o amanhecer, a chegada do fim da tarde pro reencontro.Paciência para esperar que todos os sentimentos se acomodem em meio a todo aquele amor desmesurado.Em meio a todo aquele medo de que tudo dê errado.Compreensão e paciência podem preencher o vazio mais maciço.E as duas provêm de uma sensibilidade lapidada. O que se ganha com isso, além de uma evolução mútua dentro de um relacionamento, é um melhoramento individual de ambas as partes.Estar com alguém sem transformar-se é esterilizar uma importante etapa de aprendizado.Estar com alguém sem conhecer-se é subjugar o Universo que existe em cada um.Estar com alguém sem estar inteiro é minar a oportunidade mais especial de encontro.Não é preciso aceitar para compreender, nem estar passivo pra ser paciente. O que essas duas virtudes exigem é respeito: por si, pelo outro e pelo desenrolar dos fatos.Quando estamos UNOS com o TODO podemos perder o ritmo na Dança do Universo, mas permaneceremos sempre de mãos dadas.
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Marla de Queiroz
P.S.: meu livro com dedicatória: marlegria@gmail.com