Foto: Eu mesma!
Licenças Poéticas, prosa incerta, poesia em linha reta, versos que dançam fora da forma do poema, mas dentro do corpo do poeta.
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Foice, o tempo.
Foto: Desconheço o autor
Você me pediu perdão como se
pudéssemos remover com uma borracha nosso pequeno e trágico passado. Mas eu te perdoei
porque não consigo gastar um átimo de segundo da minha existência guardando
qualquer sentimento por você. E para te perdoar, precisei perdoar também a mim
mesma pela armadilha que criei quando eu estava triste e desorientada demais
para achar que você pudesse me dar qualquer tipo de direção e desabei nos seus
braços e me deixei levar pelas suas mentiras caudalosas. E você, com sua
personalidade nociva e perversa, e por viver tão afundando na ignorância de ser
quem é ainda pensou que ser perdoado era um passaporte para qualquer tipo de aproximação.
Não. Agora eu tenho sanidade para fazer escolhas certas e não estou mais frágil como
antes. O que você me causou e as consequências graves que tive que administrar
sozinha, por causa da sua covardia, me fortaleceram de tal forma, que o meu
horizonte interno se ampliou no peito e nos olhos e o meu tamanho teve que ser aumentando
para comportar tantos aprendizados. Por isso, a pessoa que consegue te perdoar
hoje, não é a mesma que você feriu com toda crueldade que eu não sabia ser possível
num ser humano considerado socialmente normal. O mal que você tem feito a si
mesmo, não é mais problema meu e a minha presença seria um presente dado a alguém
que não tem a menor condição de receber o que é bom. Eu poderia ter ajudado
você a se lapidar com a minha predisposição para o amor. Mas você, acostumado a
viver na escuridão, não soube suportar a minha luz.
Espero que encontre alguma paz se
algum dia conseguir e quiser viver dentro da honestidade.
*
*
Marla de Queiroz
segunda-feira, janeiro 30, 2012
A Poeta Descalça
É na poesia que me entrego, me desnudo, visto o corpo das palavras com meus poros. Por isso, no palco, meus pés descalços, minha alma em brasa, meus olhos vivos, coração que palpita asas, meu frio na barriga.
É na minha prosa que me reconheço, me destrincho, amanheço. Visto o corpo das palavras com a minha pele. Por isso, no palco, meus pés inquietos criando passos, minha alma em brisa, meus olhos abertos, coração taquicardíaco, o tremor nas mãos, a emoção precisa.
É na minha entrega que meus textos nascem, minha honestidade num suspiro. Por isso, no palco, minha voz imposta criando a respiração das frases, minha alma vibra, olhos que salivam, coração criando fôlego, minha energia derramando água doce, sal de mar e sangue... Tudo que meu corpo necessita.
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Marla de Queiroz!
P.S.:
Amores!!!!!!!!
HOJE!!!!!!!!!!!!!!!Dia 30/01/12, eu e o meu querido e amado amigo e poeta Sérgio Gramático Júnior,
vamos inaugurar um evento de poesia mensal NOSSO! Além da apresentação
de nossos poemas, disponibilizaremos o microfone aos que quiserem
mostrar o seu trabalho.Adoraria poder contar com a presença e o apoio de
vocês.
Onde? Espaço Cultural Correia Lima (Bento Lisboa, 58) - Catete-RJ
Quando? 30/01/12, sergunda feira,a partir das 19:30h!
Quanto? R$ 5,00 a entrada.
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Sob o sol de São Paulo
Eu vejo a cidade com outros olhos
agora: não reconheço nada, eu vejo com olhos que veem como se fosse a primeira
vez, com o mesmo espanto primordial de uma criança que descobre o mundo. Eu,
quando me ofereci para visitá-lo, talvez quisesse reparar aquele abraço que
nunca te envolveu completamente. E você, finalmente, pôde tomar conta dos meus
pesadelos. E impediu que me fizessem mal naquela hora em que me apertou forte durante
os meus espasmos_ eu tão assustada naquela caverna triste, úmida e escura,
acordei num abraço quente, naquela cama macia. (Foi quando tive a certeza de
que sou a minha bagagem e de que ela é metafísica, independente da geografia).
Quando tirei aquelas fotos,
saturei as cores do nosso amor opaco, mas nada estava insuficiente. Embora eu sempre
fosse seduzida pelo que há de mais fosforescente... Mas pude brincar nos faróis
fechados e adentrar todas as portas que você abriu para mim. E achei tão bonito
que alguém pudesse morar na Rua Simpatia, esquina com a Harmonia: quanta
delicadeza guardada num endereço.
Quem sabe eu possa congelar nossa
alegria, um dia, num porta-retrato. E você vai me reconhecer mergulhada no azul
piscina com o biquíni azul e a aura ensolarada.
E mais uma vez, eu estava com as
minhas malas prontas e fechadas. E você se despediu por longos quinze minutos e eu consegui
dormir durante breves seis horas.
Quando voltei para a minha rotina
corrida, nada mais incomodava. A cidade estava sonolenta, a casa aquecida, os
móveis intactos, as ruas varridas e poucos amigos para partilhar_ aprendi que
devo ter os meus segredos. Mas a sacola de livros aumentou de peso e as
histórias que me interessavam mudaram de tom. (Lembro que você me disse que das
músicas que ouvimos, eu presto atenção nas letras e você no som).
Mas eu queria te contar, se é que
você já não sabe, que as minhas certezas sobre nós dois não mudaram, estão na
mesma gaveta, talvez guardadas num vídeo-poesia, na sua taquicardia, na
minha hora do chá, nas tardes de nostalgia, nos sentimentos que ficaram estagnados
nos meus parágrafos sem lugar. E que hoje eu amanheci mais bonita e caminhei
debaixo do dia líquido, sem guarda-chuva, quase descalça, leve, disposta, sem
procurar respostas. E quando eu leio que Henry Miller fez tanto a Anais Nin
sofrer, gosto de não querer mais, por enquanto, o que é arrebatador.
Perdoa eu ter escrito tanto sobre
o meu novo olhar sobre a cidade e outras coisas diversas, eu sei que você
esperava que eu falasse mais de amor.
*
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Marla de Queiroz
quinta-feira, janeiro 05, 2012
Colcha de retalhos tecida sobre os relatos de alguns dos meus leitores...
Desconheço o autor da foto
Queria poder escrever sobre a
casa amarela que implodiu um coração e soterrou nela a crueldade disfarçada de
amor de quem a construiu. Queria poder escrever sobre o amor desbotado que não
sobreviveu às paredes pintadas e aos móveis caros. Queria poder escrever sobre
o azul dos olhos molhados de mar do menino que contempla a grandiosidade das
águas salgadas em suas fotos rasgadas. Queria poder escrever sobre a artista
que borda delicadezas ao redor de personagens clássicos e os adorna com poesia,
mas que tem a melancolia como sua grande meta a ser vencida. Queria poder
escrever sobre a separação desastrada de um casal que ainda se amava e
precipitou uma bifurcação em suas novas estradas. Queria poder escrever sobre a
menina que desabrochou sua sexualidade da maneira mais pura e genuína e descobriu
tanto prazer que agora desenha versos em seus comentários diversos. Queria
poder escrever sobre o abraço que eu não te dei. Queria poder escrever sobre o
e-mail desesperado que pedia conselhos sábios e que não pude responder com meus
conhecimentos flácidos sobre os amores idos. Queria poder escrever sobre as
saudades que invadem pensamentos na hora mais bonita da tarde. Queria poder
descrever o sabor daquele beijo roubado. Queria poder escrever sobre a
tentativa de esquecer que um novo ano começou e que ainda nada, absolutamente
nada mudou. Queria poder escrever sobre a sua agonia de estar apaixonado pela sua
melhor amiga. Queria poder escrever a palavra escondida para desatar o nó que
não te deixa descomplicar tua vida. Queria poder escrever até amenizar tua
vontade de estar comigo. Queria poder escrever sobre o teu romance clandestino
e virtual, sobre o teu desejo de viver um sonho real, sobre a tua capacidade de
chorar nas entrelinhas de um bilhete colorido. Queria poder escrever a minha
vontade de conhecer além do avatar de tantos e tantos amigos. Queria poder
escrever sobre o que não pôde ser escrito. Queria poder consertar, encher de
alegria e renovar tantos corações partidos.
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Marla de Queiroz
quinta-feira, dezembro 29, 2011
Gratidão eterna!
Meus amores. Ontem eu completei
1.728 luas. E vocês encheram o meu dia de luz. Pude sentir a
vibração de amor de cada um e passei a madrugada lendo TODAS as mensagens. E
foram muitas, muitas mesmo. Eu, sinceramente, não sei como agradecer esse
derramamento de boas energias... o que posso fazer é desejar que vocês tenham
uma vida tão plena de tudo que é tão maravilhoso e que desejo para mim também.
Inspiração para a vida, criatividade para encontrar caminhos até então
inexistentes, muita sabedoria para conduzir as coisas, um coração sossegado,
uma alma livre, uma mente aberta, uma sensibilidade aflorada, generosidade para
estender a mão para o outro, capacidade de perdoar a si e a todos, força para
não se deixarem ferir, disposição para serem produtivos e alegres. Estejam
inteiros, libertem-se de quaisquer coisas que amarrem seus sonhos. Sejam
originais, não temam o que os outros vão pensar se forem exuberantes e
brincarem. Divirtam-se sem fogos de artifícios. Façam da felicidade um ofício,
uma represa. Vocês podem jorrar de entusiasmo, vocês podem conquistar qualquer
coisa com abundância desde que seus desejos sejam justos. Vivam com honestidade
e transparência apesar da malícia de alguns, da maldade de outros, contaminem
com o otimismo, não se deixem ser contaminados pelo pessimismo. Ditem suas
próprias regras do jogo, não joguem, seduzam só o que lhes interessar, não
economizem elogios, julguem a ação, não a pessoa inteira_ não sejam críticos
demais. Lembrem-se do dinamismo de tudo, da mudança perene. Sejam gratos,
reclamem menos, percebam as conquistas diárias, valorizem-se! Respeitem, cobrem
o mesmo. Busquem assertividade e posicionamento sem agressividade. Aprendam a
receber amor, a pedir ajuda, a doar sem doer. Ensinem o que aprenderem de
positivo. E sejam tão felizes, meus amores, tão amados, tão desapegados do
sofrimento, tão inteligentes a ponto de se darem mordomias emocionais quando
estiverem melancólicos. Apaixonem-se, façam sexo com verdade e vontade, sejam
boas companhias para si mesmos, se estiverem em solitude, aproveitem para
crescer e fazer por vocês o que gostariam que outros fizessem. Não celebrem a
vida só em datas comemorativas. Nós temos uma dádiva nas mãos. E somos muito
maiores do que o nosso tamanho. Então... tudo é possível nesta Dança do
Universo!
Tanto amor, todo amor, muito
amor...Tudo é sempre muito, sempre tanto entre a gente. E eu amo esta NOSSA
entrega e este nosso afeto lindo!
OBRIGADA PARA SEMPRE!
Agora vamos nos abraçar?
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Marla de Queiroz
sexta-feira, dezembro 23, 2011
Tempo de Amorosidade
Desconheço o autor do desenho
Natal é o tempo em que todo o
amor guardado dentro de nós pede para ser derramado em forma de reconciliação,
ternura, perdão. É quando a gente confraterniza tudo que construímos no ano que
passou e repensamos o que poderemos acrescentar no ano que nascerá. Façamos de
todas as nossas experiências anteriores, aprendizados para o nosso melhoramento
amoroso como pessoa, para que nosso abraço se alargue do tamanho do horizonte,
para que possamos ser gratos pela vida com suas belezas e adversidades e que
possamos cumprir nossa missão nesta existência, sendo uma presença de luz,
compreensão, paciência. Sejamos mais tolerantes e olhemos para o outro, mesmo
com todas as suas diferenças, como uma extensão bonita de nós mesmos. Que
exista amparo em nossas palavras e delicadeza em nossos gestos para que
possamos contribuir com um mundo maior em alegria e esperança. Que nossos
problemas sejam sempre menores que as soluções e que sejamos do tamanho dos
nossos sonhos. Que a bondade esteja em nós, que a generosidade habite nossos
corações e nossas vidas e que o entusiasmo guie nossos passos e nossas ações. Que
não tenhamos que esperar o Natal ou o Ano Novo para festejar nosso dia a dia,
mas que vivamos de tal forma que tudo em nós seja abundante amorosidade para
que possamos sempre estender a nossa mão àqueles que precisarem do nosso
acolhimento.
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Marla de Queiroz





